Quinta-feira, dia 18 de Fereveiro. Eis que saem cinco mocinhas elegantes para um baile de salsa. Pensa em cinco garotas saindo de uma república estudantil e indo para um baile de salsa! Animação é pouco perto do que nós tínhamos. Mas tinha um problema: eram cinco mulheres para um só táxi, onde só se pode andar quatro. A solução? Simples... Laís entra no táxi, no banco da frente, com seu vestido rodado, super aproproado para a ocasião, e cruza as pernas. Assim, ela chama a atenção do motorista enquanto entram quatro no banco de trás. E não bastava cruzar uma vez, ela tinha que manter a atenção dele ali na frente. Portanto, tinha que ficar cruzando as pernas a todo momento.
Enquanto isso, a primeira que entrou no banco de trás, teve que se abaixar e colocar uma bolsa sobre a cabeça. Como estava de noite e a bolsa era preta, não dava para perceber pelo retrovisor. Assim, entraram as outras três. Bem apertadinhas, mas todas juntas. Desse modo, chegamos no local e para nossa surpresa, o motorista do táxi gostou tanto das pernas da Laís que fez um caminho mais longo, poi erramos o endereço, e ainda nos deu um desconto.
O resto da noite? Dispensa comentários! Dançamos salsa a noite TODA! Encontramos com outras pessoas da nossa escola lá e nos divertimos MUITO!
sábado, 20 de fevereiro de 2010
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
Não sou mais uma turista...
Quando se está fora de casa por muito tempo, em especial quando se vive em outro país, estuda, cria laço e se estabelece residência, como é o meu caso, chega uma hora que você deixa de se sentir turista e passa a se sentir como um morador daquela região. As coisas deixam de ser novidades, todos os pontos turísticos já se tornam conhecidos, já foram devidamente fotografados e já estão bem registrados na memória. O que resta para fazer é ver novela, estudar e viver normalmente.
Mas viver normalmente em um lugar onde nada parece normal para você, é que é o problema. Nessas horas, você percebe o quanto o lugar que você vive e foi criado é bom, o quanto ama as pessoas que o cercam e o quanto sua cama, seu quarto e sua casa são especiais. Hoje foi um dia desses para mim.
Vi diversas fotos daqueles que estão longe de mim. Que saudade da minha mãe, do meu pai e, quem diria, da minha irmã! Não falo com a minha irmã há quase uma semana. Que família louca que nasci, mas como são especiais. É preciso ficar longe um mês para perceber que eu não quero me desgrudar deles nunca mais.
Não há nada melhor do que a comida da minha mãe, seu abraço, suas piadas, suas gargalhadas e as besteiras que ela fala. Ninguém tem um abraço como o do meu pai! Nossa... o meu pai é um cara especial. Que saudade!!! Hoje briguei com minha companheira de quarto, que eu chamo de "irmãzinha", porque estou sentindo falta de armar uns barracos com minha irmã de verdade.
A propósito... Tenho um amigo que, conversando comigo, chorou muito porque me contou vive só e sua maior tristeza é não ter um irmão. Nessa hora eu pensei: "sou uma monstrinha!". O que será minha irmã para mim? Estou em busca desse significado tão profundo.
Família é família, não é? Louca ou não, rica ou pobre, com problema ou sem; é a minha família e eu estou morrendo de saudade dela.
Ah... Brasil, Rio de Janeiro, Jacarepaguá, Minha casa... Que saudade!
Mas viver normalmente em um lugar onde nada parece normal para você, é que é o problema. Nessas horas, você percebe o quanto o lugar que você vive e foi criado é bom, o quanto ama as pessoas que o cercam e o quanto sua cama, seu quarto e sua casa são especiais. Hoje foi um dia desses para mim.
Vi diversas fotos daqueles que estão longe de mim. Que saudade da minha mãe, do meu pai e, quem diria, da minha irmã! Não falo com a minha irmã há quase uma semana. Que família louca que nasci, mas como são especiais. É preciso ficar longe um mês para perceber que eu não quero me desgrudar deles nunca mais.
Não há nada melhor do que a comida da minha mãe, seu abraço, suas piadas, suas gargalhadas e as besteiras que ela fala. Ninguém tem um abraço como o do meu pai! Nossa... o meu pai é um cara especial. Que saudade!!! Hoje briguei com minha companheira de quarto, que eu chamo de "irmãzinha", porque estou sentindo falta de armar uns barracos com minha irmã de verdade.
A propósito... Tenho um amigo que, conversando comigo, chorou muito porque me contou vive só e sua maior tristeza é não ter um irmão. Nessa hora eu pensei: "sou uma monstrinha!". O que será minha irmã para mim? Estou em busca desse significado tão profundo.
Família é família, não é? Louca ou não, rica ou pobre, com problema ou sem; é a minha família e eu estou morrendo de saudade dela.
Ah... Brasil, Rio de Janeiro, Jacarepaguá, Minha casa... Que saudade!
Feijão com Arroz! EbaAaAaAaA ...
É ... Em Córdoba, no dia 14 de Fereveiro, no Restaurante "Che Camilo" teve uma noite brasileira. Lá o cordápio era feijão com arroz, batata frita e salmon grelhado. Dava para comer, mas era longe de ser uma comida brasileira de verdade. Aqui eles não conhecem tempero e muito menos panela de pressão. Mas valeu a tentativa. Nos sentimos homenageadas!
As únicas quartro brasileira do restaurante: eu, Analice, Andrea e Laís.
domingo, 14 de fevereiro de 2010
Dia 14 de Fevereiro: Feliz dia dos Namorados
É isso mesmo... Dia dos namorados na Argentina é dia 14 de Fevereiro. Ninguém imagina a quantidade de vendedores de flores que existiam pelas ruas desde ontem à noite.
Hoje só os casais saíram de casa. E pensam que eles andavam pelas ruas comportadinhos, de mãos dadas e tal? Não! Eram cenas provocantes pelas ruas, daquelas de deixar qualquer brasileira, que estava em circunstância desfavoráveis, em território argentino com inveja. E aqueles casais que estavam almoçando no shopping com os presentinhos em cima da mesa? Era de dar raiva... Até os casais de 60 e poucos anos estavam pelas ruas, caminhando de mãos dadas. E a fila do cinema? Nem preciso comentar. Parece piada, mas um dos filmes mais procurados era um chamado "Dia dos Enamorados". Não é para acabar com a gente? Agora pensa em mim e na minha amiga Laís, andando por esses lugares, uma na companhia da outra, se lamentando por não conseguir, sequer, falar com nossos namorados. Esse sim é um triste "dia dos enamorados"...
Viva a vida simplesmente
O mais importante da vida é saber aproveitar as oportunidades. Mas o mais difícil da vida é saber identificar as oportunidades ou criá-las.
O mais legal da vida é poder olhar para trás e ver o quanto já se construiu e, olhar para frente e ver o quanto ainda temos para sonhar. O chato é quando nos damos conta de que não temos nada construído e que não temos criatividade para sonhar.
O mais valioso da vida são as lembranças que carregamos conosco. Elas são os tesouros que ninguém poderá nos roubar. Agora, o mais desprezível na vida é quando passamos por ela e não temos recordações.
O mais gostoso da vida é quando temos pessoas à nossa volta para viver conosco. Ruim é quando se vive só.
O mais doce da vida é poder chorar por algo e conquistar o que se deseja. O sabor da vitória é doce. Amargo é quando não temos fibra para lutar por nossos objetivos.
O mais rico da vida é poder rir das pessoas, sorrir de satisfação, fazer piada sem graça e rir assim mesmo. Pobre daqueles que não tem bom humor e não conhecem o poder de um sorriso.
Com isso, concluo que o mais sábio da vida é viver simplesmente, livremente. Lembrando que liberdade é o poder que temos de fazer as escolhas certas.
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Minha nada mole vida
Bom... nesses últimos dias não tenho postado muitas coisas porque não tenho feito muitas coisas. Apenas programado meu fim de semana. Vou para um lugar chamado Costa Blanca. É o que eles chamam de praia, mas na verdade é um rio de dá para tomar banho. Mas, por enquanto, marco com minhas amigas de sair de manhã, já que estudo à tarde, mas não consigo acordar, acreditam? Acordo aqui uma 11 horas, vou para aula à tarde e saio à noite!
Mas essa terça foi diferente. Acordei cedo, quer dizer, mais cedo do que o normal. Mas não foi para sair. Acreditem: fui na república estudantil, onde algumas amigas estão hospedadas, para lavar roupa. Isso mesmo: LAVAR ROUPA! Estou tão orgulhosa de mim. Isso porque não contei que na segunda-feira eu fiz carne moída com arroz para o meu jantar. Talvez você pense que isso é ridículo, mas para mim é um grande avanço. Pois bem, lavei roupa pela manhã. Como estava muito ocupada não tirei foto para registrar. À tarde fui para a aula.
Mas o especial do dia foi a aula de salsa. Eu fiz aula de salsa, uma dança muito comum aqui. Foi MARAVILHOSA !!! Muito boa mesmoooooooooo. Claro que eu arrasei. Desse momento, eu tenho registros fotográficos, mas ainda não baixei as fotos da máquina. Mesmo assim, só tenho uma, para provar que eu estava muito animada. E estava mesmo. Saí da aula elétrica! E adivinhem qual será programa de domingo? Uma festa de salsa e merengue para colocar em prática todo meu conhecimento adquirido.
Na próxima quinta e sexta serão as aulas de tango. E semana que vem, talvez, as brasileiras vão dar aulas de samba para os argentinos. Aguardem notícias!
domingo, 7 de fevereiro de 2010
Hoje eu viajei até o Rio
Hoje pela tarde, eu falei no telefone com a minha mãe, com meu pai , com meu namorado, com a minha irmã e até com a minha cadelinha. Após isso, eu fechei os olhos e viajei até o Rio. Lá puder matar a saudade!
Estive com a minha cachorrinha Lia;
Fui na piscina da minha casa, com a minha mãe ainda;
Tenho saudade de muitas pessoas também, como meus amigos, meus discípulos... Mas não deu tempo de carregar todas as fotos. Em breve, vou ao Rio de novo e encontro todos!
Bjssss
Estive com a minha cachorrinha Lia;
Fui na piscina da minha casa, com a minha mãe ainda;
Estive com meu pai;
Com meu namorado lindo, que eu amo tanto;
E com a minha mãe e com a minha irmã!
Tenho saudade de muitas pessoas também, como meus amigos, meus discípulos... Mas não deu tempo de carregar todas as fotos. Em breve, vou ao Rio de novo e encontro todos!
Bjssss
Um dia de aventuras
Nossa... O dia 06/02 foi inesqucível! Sabe aqueles dias que nos aventuramos em programas que não sabemos no que vai dar? Então, foi o que eu fiz. Mas aconteceu cada coisa, conheci cada pessoa e fiz cada parada que vocês não acreditam.
Saímos de Córdoba, eu e mais três amigas, para uma cidade chamada Alta Gracia, o lugar onde Che Guevara cresceu. Fomos lá para ir ao museu do Che, que era a casa onde ele viveu. Lá, conhecemos sua residência, assistimos um documentário sobre sua história e tal.
Mas o melhor foi no final: Encontramos a equipe do Pânico na TV. Era o personagem do Impostor que estava lá com a missão de entrar nos eventos de graça. Vocês podem imaginar como eu ri, né?

Quando saímos de lá fomos aos museus jesuísticos, muito tradicionais na região. São lindos. Mas nossa aventura começo mesmo quando não tínhamos mais o que fazer na cidade e resolvemos ir a um lugar chamado "primer paredón". Vimos uma foto do lugar e nos parecia belíssimo! Tinha uma cascata, um rio para tomar banho e tal. Era longe, pegamos um ônibus e andamos, andamos e andamos... Até ficamos amigas do motorista, de quem tiramos foto e, també, quem nos pediu o telefone de uma de nós. Ele até nos levou além do ponto. Nada como sermos brasileiras. Quando chegamos lá, que supresa. Para não dizer decepção. A cascata estava SECA, não tinha água, acreditam? Tinha apenas uma pocinha, com algumas crianças brincando! Que raiva!

Na volta, não tinha ônibus. Peregrinamos!!!! Andamos uns três quilômetros até chegar em uma festa chadama "feira das nações". Tinha barraca e shows de representações de todos os países. Sonhamos com um feijão. As outras meninas queriam loucamente uma feijoada. Mas, quem disse que tinha uma barraca brasileira no lugar? Argentino não gosta mesmo do Brasil. Ainda mais, porque eu e Laís estamos com a blusa do Brasil. Além disso, um garoto chamado Joaquim se ofereceu para ser nosso guia até o Centro da cidade. Mas ele era meio maluco. Ele tinha uma bolinha dessas que quicam muito e ficava quicando enquanto andava. De repente, numa ladeira, a bolinha foi embora e o rapaz saiu correndo atrás dela DESESPERADO. Como se tivesse perdido sua grande companheira. Nessa hora concluimos que ele era um tanto quanto louco e saímos correndo também. Mas ele nos alcançou, até que a Laís conseguiu se livrar dele.
Toda hora alguém passava e gritava: "Brasil", e nós respondíamos "Rumo ao Hexa". Eles não gostamos muito da brincadeira não... Mas! Verdade é para ser dita.
Na volta, não existíamos! Estamos acabadas, com muitaaaaaaaa dor nas pernas. Paramos apenas para comer. Aliás, essa foi uma parte bem particular. Como a situação aqui está bem crítica, não temos dinheiro sobrando, adaptamos nossa realidade ao famoso jeitinho brasileiro: juntamos dinheiro e fizemos 12 sandubas de queijo com presunto. Apresentamos a famosa "farofada" aos argentinos. E esse foi nosso almoço, nosso lanche e nossa janta. A única diferença é que a janta foi com suco de laranja!
Saímos de Córdoba, eu e mais três amigas, para uma cidade chamada Alta Gracia, o lugar onde Che Guevara cresceu. Fomos lá para ir ao museu do Che, que era a casa onde ele viveu. Lá, conhecemos sua residência, assistimos um documentário sobre sua história e tal.
Mas o melhor foi no final: Encontramos a equipe do Pânico na TV. Era o personagem do Impostor que estava lá com a missão de entrar nos eventos de graça. Vocês podem imaginar como eu ri, né?
Quando saímos de lá fomos aos museus jesuísticos, muito tradicionais na região. São lindos. Mas nossa aventura começo mesmo quando não tínhamos mais o que fazer na cidade e resolvemos ir a um lugar chamado "primer paredón". Vimos uma foto do lugar e nos parecia belíssimo! Tinha uma cascata, um rio para tomar banho e tal. Era longe, pegamos um ônibus e andamos, andamos e andamos... Até ficamos amigas do motorista, de quem tiramos foto e, també, quem nos pediu o telefone de uma de nós. Ele até nos levou além do ponto. Nada como sermos brasileiras. Quando chegamos lá, que supresa. Para não dizer decepção. A cascata estava SECA, não tinha água, acreditam? Tinha apenas uma pocinha, com algumas crianças brincando! Que raiva!
Na volta, não tinha ônibus. Peregrinamos!!!! Andamos uns três quilômetros até chegar em uma festa chadama "feira das nações". Tinha barraca e shows de representações de todos os países. Sonhamos com um feijão. As outras meninas queriam loucamente uma feijoada. Mas, quem disse que tinha uma barraca brasileira no lugar? Argentino não gosta mesmo do Brasil. Ainda mais, porque eu e Laís estamos com a blusa do Brasil. Além disso, um garoto chamado Joaquim se ofereceu para ser nosso guia até o Centro da cidade. Mas ele era meio maluco. Ele tinha uma bolinha dessas que quicam muito e ficava quicando enquanto andava. De repente, numa ladeira, a bolinha foi embora e o rapaz saiu correndo atrás dela DESESPERADO. Como se tivesse perdido sua grande companheira. Nessa hora concluimos que ele era um tanto quanto louco e saímos correndo também. Mas ele nos alcançou, até que a Laís conseguiu se livrar dele.
Toda hora alguém passava e gritava: "Brasil", e nós respondíamos "Rumo ao Hexa". Eles não gostamos muito da brincadeira não... Mas! Verdade é para ser dita.
Na volta, não existíamos! Estamos acabadas, com muitaaaaaaaa dor nas pernas. Paramos apenas para comer. Aliás, essa foi uma parte bem particular. Como a situação aqui está bem crítica, não temos dinheiro sobrando, adaptamos nossa realidade ao famoso jeitinho brasileiro: juntamos dinheiro e fizemos 12 sandubas de queijo com presunto. Apresentamos a famosa "farofada" aos argentinos. E esse foi nosso almoço, nosso lanche e nossa janta. A única diferença é que a janta foi com suco de laranja!
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
Fui a um "Boliche"
Aqui chamamos de "Boliche" uma balada, uma festa, uma night. Pois bem, fui eu a um "boliche". Cheguei lá 23:30 e não tinha NINGUÉM ! Fiquei até meia-noite, 01:00 da manhã e estava começando a chegar as pessoas. Claro que fui embora, pois estava com muito sono e vou viajar amanhã de manhã cedinho!
O mais legal é que eu e minhas amigas viemos caminhando pela rua às 01:30 da manhã, na maior tranquilidade. Muito o bom o clima por aqui...
O mais legal é que eu e minhas amigas viemos caminhando pela rua às 01:30 da manhã, na maior tranquilidade. Muito o bom o clima por aqui...
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
Dramas da Vida Real
Com toda certeza, quando eu voltar dessa viagem minha mente, meus valores e meus princípios serão outros.
Aqui, tenho que cuidar das minhas coisas, administrar meu dinheiro e economizar muito, pois não tenho um cartão de crédito ilimitado, nem meu pai ou minha mãe nem mesmo meu namorado para pagar as coisas para mim. É muito difícil! Sinto falta de abrir a geladeira e encontrá-la cheia e poder pegar o que eu quiser, sem me preocupar com a reposição ou com o dia de amanhã. Aqui, dependendo da minha janta, não tenho café da manhã. Ou se eu almoço fora e gasto dinheiro, posso não ter para lanchar à noite. Não posso comer para passar o tempo, entendem?
Para baratear o custo da comida estou fazendo compras junto com minha companheira de quarto e, teoricamente, teríamos que cozinhar. Mas, como essa não é minha praia, minha amiga cozinha e eu lavo a louça. E assim vamos vivendo. Mas ainda assim, não tem feijão com arroz branco aqui.
Por isso, esse tempo tem sido fundamental para rever meus valores. Tenho certeza que eles serão outros!
Aqui, tenho que cuidar das minhas coisas, administrar meu dinheiro e economizar muito, pois não tenho um cartão de crédito ilimitado, nem meu pai ou minha mãe nem mesmo meu namorado para pagar as coisas para mim. É muito difícil! Sinto falta de abrir a geladeira e encontrá-la cheia e poder pegar o que eu quiser, sem me preocupar com a reposição ou com o dia de amanhã. Aqui, dependendo da minha janta, não tenho café da manhã. Ou se eu almoço fora e gasto dinheiro, posso não ter para lanchar à noite. Não posso comer para passar o tempo, entendem?
Para baratear o custo da comida estou fazendo compras junto com minha companheira de quarto e, teoricamente, teríamos que cozinhar. Mas, como essa não é minha praia, minha amiga cozinha e eu lavo a louça. E assim vamos vivendo. Mas ainda assim, não tem feijão com arroz branco aqui.
Por isso, esse tempo tem sido fundamental para rever meus valores. Tenho certeza que eles serão outros!
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Panorama Geral - Argentina - Parte 1
Gente, muitas coisas estranhas esse povo faz aqui. Imaginem só:
- Os carros não precisam de imite de velocidade nem de faixa para transitar. Andam em cima das linhas que separam as pistas, se fogam um na frente do outro e tudo isso em alta velocidade.O pior é que eu não vi nenhuma batida.
- A água aqui é HORROROSA! É meio salgada. Parece água de poço. Ainda bem que Coca-cola é Coca-cola em qualquer lugar do mundo. Dá-lhe gastrite, mas pelo menos, de sede eu não morro.
- Andar de barriga de fora aqui é quase uma ofensa. Somente as garotas, digamos, mais dadas se comportam dessa maneira. Pode andar com o short mais curto do mundo, desde que a barriga esteja coberta.
- As contas nos restaurantes não vem com os 10% do garçom e ninguém te fala nada. Mas, é uma falta de educação tremenda, tremenda mesmo, não dar uma gorjeta por fora. Vocês não imaginam o quanto eu fui mal educada.
- Em Córdoba há um corte de energia na cidade, tipo um apagão. Das 11:00 às 14:00 e das 17:00 às 20:00 não tem luz. Às vezes temos que vir para casa correndo, porque estou morando no oitavo andar, para pegar o elevador funcionando. Tem que rir para não chorar...
- Os ônibus são elétricos, porém tem rodas e também é movido a combustível, para que não pare de funiconar com o apagão. Em cima, ele é como um bonde, desses de antigamente. Em baixo, tem rodas como esses que nós conhecemos.
- Os carros não precisam de imite de velocidade nem de faixa para transitar. Andam em cima das linhas que separam as pistas, se fogam um na frente do outro e tudo isso em alta velocidade.O pior é que eu não vi nenhuma batida.
- A água aqui é HORROROSA! É meio salgada. Parece água de poço. Ainda bem que Coca-cola é Coca-cola em qualquer lugar do mundo. Dá-lhe gastrite, mas pelo menos, de sede eu não morro.
- Andar de barriga de fora aqui é quase uma ofensa. Somente as garotas, digamos, mais dadas se comportam dessa maneira. Pode andar com o short mais curto do mundo, desde que a barriga esteja coberta.
- As contas nos restaurantes não vem com os 10% do garçom e ninguém te fala nada. Mas, é uma falta de educação tremenda, tremenda mesmo, não dar uma gorjeta por fora. Vocês não imaginam o quanto eu fui mal educada.
- Em Córdoba há um corte de energia na cidade, tipo um apagão. Das 11:00 às 14:00 e das 17:00 às 20:00 não tem luz. Às vezes temos que vir para casa correndo, porque estou morando no oitavo andar, para pegar o elevador funcionando. Tem que rir para não chorar...
- Os ônibus são elétricos, porém tem rodas e também é movido a combustível, para que não pare de funiconar com o apagão. Em cima, ele é como um bonde, desses de antigamente. Em baixo, tem rodas como esses que nós conhecemos.
Como as nuvens
Ontem, quando cheguei em Córdoba, senti muita diferença de Buenos Aires. Em tudo: na liberdade, no hotel sozinha, na facilidade de acessar a net e de se locomover na própria cidade. Aqui, eu divido apartamento com mais três meninas, são duas em cada quarto. A que está comigo é muito legal, mas somos todas tão diferentes... Nos conhecemos ontem mesmo, mas é tão estranho. Senti-me sozinha. Mais sozinha do que em Buenos Aires, quando, de fato, eu estava só. Nessas situações, concluo que eu sou mesmo minha melhor companhia.
Hoje pela manhã, me bateu aquela saudade de casa, da minha família, do meu namorado, dos meus amigos, dos meus discípulos e, acreditem, muita saudade da minha cachorrinha. Fiquei com uma vontade de chorar, me senti tão só. Fui para a primeira apresentação do curso, para ver nossas turmas, conhecer o lugar, os outros estudantes. Somos cerca de 60 brasileiros e uma canadense. Lá, fiquei quieta, olhando ao redor, observando. Conversei com algumas pessoas. Tem gente de todo tipo, de todo os lugares, todas as idades, todas as formações e todos os objetivos. Nessa hora eu me lembrei das nuvens que eu observei enquanto eu estava no avião.
Olhando do alto, tinham algumas tão pequenas, que ficavam soltas no meio do céu, isoladas, sozinhas. As sombras que elas proporcionavam na terra eram insignificantes. A nuvem cresce à medida que os vapores d´água vão se condensando. Conforme esses vapores aumentam, as nuvens crescem. E a medida que elas crescem, elas se unem, se juntam cada vez mais.
Então, quando me vi sozinha aqui, com um monte de gente desconhecida, pensei: vou ser como as nuvens, que quanto mais crescem, mais se unem e vão mais alto. Até que, um dia, cumprem seu propósito todas juntas e fazem cair a chuva, tão importante para nós.
Hoje pela manhã, me bateu aquela saudade de casa, da minha família, do meu namorado, dos meus amigos, dos meus discípulos e, acreditem, muita saudade da minha cachorrinha. Fiquei com uma vontade de chorar, me senti tão só. Fui para a primeira apresentação do curso, para ver nossas turmas, conhecer o lugar, os outros estudantes. Somos cerca de 60 brasileiros e uma canadense. Lá, fiquei quieta, olhando ao redor, observando. Conversei com algumas pessoas. Tem gente de todo tipo, de todo os lugares, todas as idades, todas as formações e todos os objetivos. Nessa hora eu me lembrei das nuvens que eu observei enquanto eu estava no avião.
Olhando do alto, tinham algumas tão pequenas, que ficavam soltas no meio do céu, isoladas, sozinhas. As sombras que elas proporcionavam na terra eram insignificantes. A nuvem cresce à medida que os vapores d´água vão se condensando. Conforme esses vapores aumentam, as nuvens crescem. E a medida que elas crescem, elas se unem, se juntam cada vez mais.
Então, quando me vi sozinha aqui, com um monte de gente desconhecida, pensei: vou ser como as nuvens, que quanto mais crescem, mais se unem e vão mais alto. Até que, um dia, cumprem seu propósito todas juntas e fazem cair a chuva, tão importante para nós.
Qual seu referencial ?
Quando andamos de avião e estamos voando, lá no alto, dentro ou sobre as nuvens, temos a sensação de que estamos quase parados no ar. Não há nada a nossa volta que passe correndo que nos remeta a velocidade que estamos voando. No entanto, quando pousamos, logo no nosso primeiro contato com o chão, percebemos que estamos a quase 300 Km/h. Mas isso só é possível por causa do nosso referencial.
Quando andamos em um vagão de trem ou no metrô e olhamos para o vagão que está diante de nós, achamos que ele balança muito. Em alguns momentos, temos a impressão que irá descarrilar. Mas não nos damos conta que as pessoas do outro vagão têm essa mesma sensação. É tudo uma questão de referencial.
O mesmo acontece quando estamos dentro de um ônibus e há outro emparelhado. Quando o que estamos anda para frente, temos a nítida sensação de que é o outro veículo que anda para trás e que o nosso permanece parado. Isso também depende do nosso referencial.
Tudo na nossa vida depende de um referencial. Dependendo de onde você quer chegar profissionalmente, um curso no exterior não é nada ou talvez é mais do que o suficiente. Depende do que você tem como referencial. Quais são seus referenciais? Com base em que você constrói sua vida?
Não podemos dizer se somos grandes ou pequenos, se temos sucesso ou não o temos, se somos fortes ou fracos. Essas verdades absolutas não existem. O que determinam nossas qualidades são nossos referenciais. Por isso, se pergunte: Onde quero chegar? Quais são minhas referências?
Faça valer aquele ditado: ande com os bons e seja um deles. Mas lembre-se que para escolher os bons, será preciso selecionar seus referenciais.
Quando andamos em um vagão de trem ou no metrô e olhamos para o vagão que está diante de nós, achamos que ele balança muito. Em alguns momentos, temos a impressão que irá descarrilar. Mas não nos damos conta que as pessoas do outro vagão têm essa mesma sensação. É tudo uma questão de referencial.
O mesmo acontece quando estamos dentro de um ônibus e há outro emparelhado. Quando o que estamos anda para frente, temos a nítida sensação de que é o outro veículo que anda para trás e que o nosso permanece parado. Isso também depende do nosso referencial.
Tudo na nossa vida depende de um referencial. Dependendo de onde você quer chegar profissionalmente, um curso no exterior não é nada ou talvez é mais do que o suficiente. Depende do que você tem como referencial. Quais são seus referenciais? Com base em que você constrói sua vida?
Não podemos dizer se somos grandes ou pequenos, se temos sucesso ou não o temos, se somos fortes ou fracos. Essas verdades absolutas não existem. O que determinam nossas qualidades são nossos referenciais. Por isso, se pergunte: Onde quero chegar? Quais são minhas referências?
Faça valer aquele ditado: ande com os bons e seja um deles. Mas lembre-se que para escolher os bons, será preciso selecionar seus referenciais.
Indo para Córdoba
Hoje estou indo para Córdoba. Mas meu dia foi daqueles. Primeiro porque dormi muito tarde, pensando o tango, e segundo porque acordei muito cedo para não perder o vôo. Mas, ao chegar no aeroporto, descobri que ele havia sido cancelado. Moral da história? A partida que estava marcada para às 12:45 passou para 16:45. Aí você deve estar se perguntando: Mas que ela ficou fazendo esse tempo todo? Eu respondo: NADA! Foi isso que eu fiz. E quando uma coisa começa a dar errado, tudo dá errado.
Primeiro, fui fazer o check-in. Deu excesso de bagagem, mas tudo bem... Ele não cobrou nada e passou. Daí eu fui fazer compras. Comprei perfumes, doces, essas coisas de aeroporto. Arrumei uma mesinha num cantinho, sentei, abaixei a cabeça e, claro, dormi.
Quando acordei resolvi almoçar. Pedi um nhoque, sem “salsa”. Mas o que seriam “salsa”? Era o molho e eu não sabia. Ou seja, comi nhoque branco, pálido, sem nada. Ainda não consegui comer nada do que eu realmente queria.
Quando finalmente deu a hora de embarcar e senhora comissária não deixou porque eu não estava com bilhete. E você sabia o por quê? Pois é, nem eu. Não entendo nada do que esse povo fala por aqui. Depois de muita confusão, faltando apenas 15 minutos para o avião partir descobri que eu tinha que pagar o excesso de bagagem para, só então pegar o bilhete. Corri o aeroporto inteiro, furei mais fila em um dia do que a minha vida inteira. Mas no final das contas deu certo.
Os outros momentos de pânico foram todas as vezes que a comissária falava qualquer coisa no avião. Ela podia dar as boas vindas, dizer que serviria um lanche ou avisar que o avião estava caindo que fazia a mesma cara. Só sorria para ela. Não entendia nada. Nesse caso, meu portunhol não deu para nada.
Mas, graças a Deus, no final do dia, eu cheguei em Córdoba sã e salva!
Primeiro, fui fazer o check-in. Deu excesso de bagagem, mas tudo bem... Ele não cobrou nada e passou. Daí eu fui fazer compras. Comprei perfumes, doces, essas coisas de aeroporto. Arrumei uma mesinha num cantinho, sentei, abaixei a cabeça e, claro, dormi.
Quando acordei resolvi almoçar. Pedi um nhoque, sem “salsa”. Mas o que seriam “salsa”? Era o molho e eu não sabia. Ou seja, comi nhoque branco, pálido, sem nada. Ainda não consegui comer nada do que eu realmente queria.
Quando finalmente deu a hora de embarcar e senhora comissária não deixou porque eu não estava com bilhete. E você sabia o por quê? Pois é, nem eu. Não entendo nada do que esse povo fala por aqui. Depois de muita confusão, faltando apenas 15 minutos para o avião partir descobri que eu tinha que pagar o excesso de bagagem para, só então pegar o bilhete. Corri o aeroporto inteiro, furei mais fila em um dia do que a minha vida inteira. Mas no final das contas deu certo.
Os outros momentos de pânico foram todas as vezes que a comissária falava qualquer coisa no avião. Ela podia dar as boas vindas, dizer que serviria um lanche ou avisar que o avião estava caindo que fazia a mesma cara. Só sorria para ela. Não entendia nada. Nesse caso, meu portunhol não deu para nada.
Mas, graças a Deus, no final do dia, eu cheguei em Córdoba sã e salva!
TANGO
TANGO! Ir a Buenos Aires e não ir a um show de tango não dá. Eu fui e foi MUITO BOM! É muito chique, muito elegante. A casa de show é belíssima e eles mandam um motorista de buscar em casa. No meu caso, no hotel.
Fui sozinha, sentei na primeira fileira e curti muito. Agora, eu quero casar logo para aprender a dançar Tango. Claro, só casada para fazer aquilo!
De tudo um pouco
Ante ontem, ainda em Buenos Aires, eu perdi a hora... Acordei às 13:45 achando que tinha perdido o sono às 7 da madrugada. Ou seja, na verdade perdi a metade do meu dia. Fui para a rua andar, procurar umas galerias de arte. Saí do hotel decidida a fazer uma análise antropológica, social e comunicacional do lugar. Você acha que deu certo? Claro que não. Peguei o metrô, que estava liberado, e desci na avenida principal, onde tomei meu café da manhã às 15:30 da tarde. Lá, andei, conheci alguns teatro, fui em algumas livrarias e fui investigar como era o sistema de comunicação do lugar, tipo, rádio, jornais, a publicidade, se tinham novelas etc. Creio que minhas conclusões não interessam muito, mas confesso que também não me serviram de muita coisa. Quer dizer, serviram para me mostrar como estou caminhando para ser uma boa profissional e para eu saber que na Argentina não me faltaria emprego. No mais, fui olhar as vitrines. Comprei aquelas lembrancinha do estilo “estive em Buenos Aires e lembrei de você”. Terminei meu tour na Praça San Martín, quando liguei para a Thayannne para saber como se falava feijão em espanhol. Queria, ou melhor, quero muito comer feijão.
LIVRE, ou melhor, com liberdade
Sensação de liberdade: É assim que estou me sentindo! LIVRE! Ando pelas ruas correndo, cantando, falando sozinha, pulando na cama, fazendo guerra de travesseiro comigo mesma e dando Buenos Días para todo mundo. Acho que sou a pessoa mais simpática que tem nesse lugar. A propósito, o povo aqui não é receptivo não. Correm nas ruas como se estivem em uma ciclovia, te atropelam e nem pedem desculpas. Até chamei uma mulher de grossa e ela agradeceu. Quando olhei para o lado tinha uns garotos brasileiros rindo da minha cara. Então, descobri que “grossa” em espanhol significa “bacana”.
Mas a liberdade parece ser a sensação de todos por aqui. Em todo canto tem um grupo musical, pessoas falando sozinhas, cantando, tocando violão, dançando. É incrível!
Mas a liberdade parece ser a sensação de todos por aqui. Em todo canto tem um grupo musical, pessoas falando sozinhas, cantando, tocando violão, dançando. É incrível!
Continuando...
Bom... Não sei o que aconteceu com a postagem dos registros do restante do dia 29 que eu coloquei ontem. Claro que eu não vou escrever tudo de novo, mas para resumir, e para meu registro próprio, o dia foi bastante proveitoso.
Depois de caminhar de manhã pela cidade, de me perder, me achar, rodar, rodar, rodar e sair no mesmo lugar, fui para hotel e peguei um panfleto que dizia assim: “OUTLET: translado grátis”. E para minha felicidade o número que constava era um ID de um rádio. Liguei e uma senhora veio me buscar. Uma simpatia, mas não entendia nada do que falava. Seguimos para outro hotel, onde pegamos outras duas brasileiras, e fomos às compras. As lojas eram as mais diversas. Foi em uma delas que eu estava quase quebrando a minha língua para fazer a mulher entender o que eu queria para no final das contas ela me dizer que era baiana. Fala sério... Ali nasciam minha primeira amizades em solo argentino. Muito legal!
Quando voltei para descansar, uns amigos meus do Rio estavam em Buenos Aires me chamaram para sair. Diogo, meu vizinho, e Pedro, meu colega da época de colégio, são atores e me levaram a um espetáculo de arte de tango aeres. M.A.R.A.V.i.L.H.O.S.O! O show foi lindo. De lá, fomos jantar em Puerto Madero. Só para variar, um restaurante chiquérrimo e nós iguais uns mulambos. Quem diria... Não encontros esses meninos nem sem querer na Freguesia, venho esbarrar com eles na Argentina.
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